ADRIANO CESAR
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Visualização dos artigos postados o: 01/01/2001
"Esta é a desgraça dos reis : não quererem ouvir a verdade."
Johan Jacoby
Castelo
O deputado Edmar Moreira (aquele rei do castelo em MG) não resistiu e apresentou seu pedido de renúncia ao cargo de segundo vice-presidente. Como o reinado na corregedoria da Câmara é vinculado, perde a função. A suspeita de não ter declarado à Justiça Eleitoral a posse do extravagante empreendimento tornou insustentável sua situação. O curioso da história é que só quando o homem ganha um cargo na Câmara é que resolvem caguetar o fato de um castelo (coisa comum no Brasil) ter sumido da declaração de bens. Quer dizer que pra ser deputado, tudo bem. O que não pode é ter cargo na Câmara. Por aí se pode imaginar o que deve ter de gente pendurada até o pescoço. Parodiando Cazuza : "Brasil, mostra teus castelos, quero ver quem paga".
Culpa do sofá
A mudança no rito das MPs volta à pauta do Congresso. Não se atenta, no entanto, para o fato de que não é o rito das MPs que está equivocado, e sim a própria existência de MPs. Se o Congresso mudasse o rito das proposições que circulam na casa (agilizando-as), acabaria o discurso governamental de que é preciso ter às mãos meios de agir com urgência (mesmo porque a história tem mostrado que os requisitos da urgência e relevância são meros adereços). Mas aí acabaria a politicalha... ah...
STF
De acordo com Elio Gaspari, ontem na Folha de S.Paulo, o advogado-geral da União José Antonio Toffoli irá para a vaga da ministra Ellen Gracie no STF. O fato, no entanto, é que a vaga nem sequer abriu, e tudo é mera especulação. Assim, colocar agora alguém sentado numa cadeira do STF, só se for na plateia ou então no colo de algum ministro, pois na Corte não há cadeira disponível.
Trata-se de Paulo Roberto, mais conhecido como “Paulinho da Câmara”.
A propósito, o ex-vereador Antônio Ivo(foto) liga para o blog para esclarecer que realmente Paulo Roberto fez concurso para assessor jurídico da Câmara Municipal durante sua gestão como presidente do legislativo de Ceará Mirim. E foi aprovado. Segundo Ivo, o bacharel apresentou diploma de conclusão do curso de direito e o número da OAB. “Havia uma comissão responsável pelo concurso, que recebeu a documentação de Paulinho. Só que ninguém poderia imaginar que o número da OAB apresentado por ele era falso”, disse Antônio Ivo. E acrescentou: “Nem eu e nem os membros da comissão tivemos culpa nenhuma. Se alguém usou de má fé foi Paulinho”. Antônio Ivo também dez questão de afirmar que durante sua gestão à frente da Câmara Municipal Paulo Roberto não assinou nenhum ato jurídico.
O blog apurou que Paulo Roberto estava usando o número da OAB de uma mulher já falecida.
O espaço do blog está à disposição de Paulo Roberto, caso ele queira dar algum tipo de esclarecimento sobre o assunto
Comecemos a Coluna com uma historinha de agradecimento a Jesus Cristo.
Vereador em Itiruçu, estava duro. A seca tinha comido tudo. Sem dinheiro para a feira, foi pedir ao prefeito Pedrinho. Pedrinho brincou :
– Por que você não pede a Jesus Cristo ? Ele não é o pai dos pobres ?
Voltou para casa, escreveu a Jesus Cristo pedindo 50 contos.
Endereçou : "Para Nosso Senhor Jesus Cristo". E pôs no Correio.
No correio, abriram a carta, levaram para o bar. Lá fizeram uma vaquinha, apuraram 42 contos, registraram e mandaram para o vereador. Quando ele abriu viu os 42 contos, sentou-se e escreveu nova carta :
"Nosso Senhor; agradeço muito sua atenção. Recebi o dinheiro que lhe pedi. Mas rogo o seguinte : se o senhor for mandar dinheiro novamente, faça o obséquio de mandar em cheque, porque, dos 50 contos, o pessoal do correio meteu a mão em 8." (Registro do amigo Sebastião Nery em seu Folclore Político).
Como seria hoje ?
Uma vaquinha para ajudar um amigo no valor total pedido a Jesus Cristo.
Uma vaquinha com menos da metade do dinheiro solicitado.
Uma vaquinha com um presente de grego, digamos, uma cobra venenosa.
Uma vaquinha com um bilhete : os cofres do céu estão vazios com a crise.