"Esta é a desgraça dos reis : não quererem ouvir a verdade."
Johan Jacoby
Castelo
O deputado Edmar Moreira (aquele rei do castelo em MG) não resistiu e apresentou seu pedido de renúncia ao cargo de segundo vice-presidente. Como o reinado na corregedoria da Câmara é vinculado, perde a função. A suspeita de não ter declarado à Justiça Eleitoral a posse do extravagante empreendimento tornou insustentável sua situação. O curioso da história é que só quando o homem ganha um cargo na Câmara é que resolvem caguetar o fato de um castelo (coisa comum no Brasil) ter sumido da declaração de bens. Quer dizer que pra ser deputado, tudo bem. O que não pode é ter cargo na Câmara. Por aí se pode imaginar o que deve ter de gente pendurada até o pescoço. Parodiando Cazuza : "Brasil, mostra teus castelos, quero ver quem paga".
Culpa do sofá
A mudança no rito das MPs volta à pauta do Congresso. Não se atenta, no entanto, para o fato de que não é o rito das MPs que está equivocado, e sim a própria existência de MPs. Se o Congresso mudasse o rito das proposições que circulam na casa (agilizando-as), acabaria o discurso governamental de que é preciso ter às mãos meios de agir com urgência (mesmo porque a história tem mostrado que os requisitos da urgência e relevância são meros adereços). Mas aí acabaria a politicalha... ah...
STF
De acordo com Elio Gaspari, ontem na Folha de S.Paulo, o advogado-geral da União José Antonio Toffoli irá para a vaga da ministra Ellen Gracie no STF. O fato, no entanto, é que a vaga nem sequer abriu, e tudo é mera especulação. Assim, colocar agora alguém sentado numa cadeira do STF, só se for na plateia ou então no colo de algum ministro, pois na Corte não há cadeira disponível.
Sindicação
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